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Pesquisa do SINTECT-PB revela colapso na Postal Saúde: 75,2% da categoria avaliam rede na paraíba como ruim ou péssima

Indicador mais crítico do levantamento revela o tempo de espera: 92,3% dos participantes afirmaram enfrentar lentidão e demora crônica para conseguir consultas, exames ou procedimentos

O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba (SINTECT-PB) finalizou um diagnóstico técnico alarmante sobre a realidade da Postal Saúde no estado. Baseado em um formulário eletrônico respondido por 117 beneficiários - incluindo trabalhadores da ativa, aposentados e dependentes -, o relatório transforma os relatos cotidianos de sofrimento da categoria em dados estatísticos de deficiência estrutural e negligência.
O principal ponto da pesquisa aponta para a desaprovação massiva do plano de saúde. Cerca de 75,2% classificaram a rede credenciada atual como "ruim ou péssima". Outros 20,5% avaliaram o serviço como regular, enquanto apenas uma parcela de 4,3% considera o atendimento bom ou muito bom.

O drama da espera e o "apagão" de médicos

O indicador mais crítico do levantamento joga luz sobre o tempo de espera: 92,3% dos participantes afirmaram enfrentar lentidão e demora crônica para conseguir consultas, exames ou procedimentos. Essa barreira no acesso oportuno à saúde é agravada pelo descredenciamento constante de prestadores.
De acordo com o dossiê:
-79,5% os usuários denunciam a falta de clínicas credenciadas suficientes;
-67,5% relatam severas dificuldades para utilizar a rede hospitalar;
-47,0% apontam a escassez de laboratórios para exames básicos e diagnósticos.
A ausência de prestadores cria verdadeiros "desertos de assistência médica", forçando 34,2% dos beneficiários a se deslocarem e viajarem para outras cidades em busca de socorro médico básico. O problema é ainda mais agudo e crônico nas regiões do interior do estado.

Risco assistencial e prejuízo no bolso do trabalhador

As consequências práticas da desestruturação da Postal Saúde na Paraíba afetam diretamente a vida e a renda das famílias. O relatório aponta que 65,0% dos trabalhadores e aposentados foram obrigados a adiar ou interromper tratamentos médicos devido à falta de cobertura ou de profissionais disponíveis.
Para não verem seus quadros de saúde se agravarem, 71,8% dos beneficiários precisaram arcar com custos particulares, pagando do próprio bolso por consultas e exames. Essa transferência de custo representa uma violação contratual e gera um forte impacto financeiro na categoria.

Para ter acesso ao relatório completo, clique no link https://docs.google.com/document/d/1JW6EaRoMa6v5XuwkmOC2FOOUBtm6r_AL/edit?usp=sharing&ouid=101385670390745952994&rtpof=true&sd=true


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